Cura da Alma – Parte 9

Autonomia.

Olá conectados!

Continuando com o estudo da Comunicação Não Violenta, vamos ver hoje sobre a autonomia da alma, nossa forte necessidade de termos escolhas.

Nosso Deus nos criou com capacidade de escolha e nos dotou da capacidade de escolher o que é melhor para nós. Nossa alma sabe o que devemos escolher para nos fazer felizes e agradarmos o Criador. Basta estarmos em sintonia com nossa intuição e nossa presença para perceber seus sinais e agirmos com autenticidade.

Infelizmente, somos ensinados  por familiares, por nossa cultura e principalmente pelas religiões, a seguir o que “deve” ser seguido, a fazer o que “deve” ser feito. Estes “deveres” são parâmetros externos e não seguem e nem sempre traduzem aquilo que nossa alma quer, o que é melhor para nós mesmos. Quando fazemos algo por “dever”, implica dizer que não fizemos uma escolha.

Ninguém é feliz sem autonomia. Autonomia é uma necessidade básica do ser humano, segundo nosso Criador e segundo a CNV também. Nem que seja para errar e depois consertar, o nosso direito de escolher precisa ser exercido. Quando este direito é negado, nossa alma resiste, pois, nascemos para ter autonomia, ninguém nasceu para ser escravo. Toda norma ou sistema que nega autonomia se torna tirânico, e infelizmente, vemos isso acontecer em muitos níveis. O mais lamentável é ver esse sistema nas religiões. Toda norma meramente religiosa, imposta por outros, quer nos levar ao dever e não à liberdade de escolha. Deus jamais faz isso, mas a religião faz e os poderosos também. E precisamos saber que somos livres e não aceitar que façam conosco e muito menos, fazer com a gente mesmo por inconsciência, por falta de autoconhecimento e de compaixão. Podemos ter um “tirano interior”.

Quando impomos “deveres” a nós mesmos, nossa alma cria uma resistência, nos incomoda, a não obedecer essas ordens internas. Se sucumbimos a essas ordens internas, nossas ações terão uma energia destituída da alegria de viver. Podemos avaliar melhor nossas motivações. Se perguntamos: se e em que grau estou atendendo às minhas necessidades? Se faço para satisfazer as necessidades do outro, o faço por livre escolha?

Deus jamais exige que façamos algo que nos faça infelizes para agradar a Ele ou quem quer que seja. A religião é capaz de fazer isso por interesses ou inconsciência dos seus líderes.

A CNV diz que toda vez que julgamos que alguém está errado ou agindo mal, o que isso realmente quer dizer é que essa pessoa não está agindo de acordo com nossas necessidades. Julgamentos de si mesmos, assim como todos os julgamentos, são expressões trágicas de nossa necessidades insatisfeitas.

A CNV aconselha:  quando estamos fazendo algo pouco enriquecedor, algo que não está enriquecendo a minha vida, (que não está me deixando feliz), nosso desafio é nos auto-avaliarmos e fazermos as mudanças necessárias para irmos na direção que gostaríamos de ir, por respeito e compaixão para com nós mesmos, em vez de por medo, culpa ou vergonha.

 

 

Sobre a autora

Ivany Mamede Lima

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